Skills no Claude Code e no Codex: instruções reutilizáveis para estudar
O que é uma skill, como está organizada e como a usamos para que o Claude Code e o Codex façam sempre o mesmo trabalho da mesma forma.
O que é uma skill
Uma skill é uma pasta com um ficheiro SKILL.md que ensina um agente de programação, como o Claude Code ou o Codex, a fazer uma tarefa recorrente. Em vez de repetir as mesmas instruções em cada conversa, escrevemo-las uma vez: o fluxo de trabalho, as regras, os formatos de saída e as verificações finais.
No Codex as skills pessoais ficam em ~/.codex/skills e no Claude Code em ~/.claude/skills. Um projeto pode ter as suas próprias skills em .claude/skills, partilhadas por quem trabalha nesse repositório.
Como está organizado um SKILL.md
- Um cabeçalho com o nome e uma descrição. A descrição diz quando a skill se aplica e é o que o agente lê para decidir usá-la, por isso deve nomear os pedidos e os ficheiros típicos.
- O fluxo de trabalho, em passos numerados: o que identificar primeiro, que fontes consultar, o que produzir.
- As regras de conteúdo: língua, terminologia, formato, o que nunca fazer.
- As verificações antes de entregar, escritas como uma lista que o agente consegue confirmar.
- Opcionalmente, scripts e referências na mesma pasta, para o que deve ser feito sempre da mesma forma (extrair, contar, validar).
As skills que usamos no estudo
- Cartões do Anki: escrever cartões de texto e visuais em português de Portugal e embalá-los num .apkg validado.
- Ficheiros de estudo: reunir os sumários teóricos e práticos de cada tema num documento organizado, com terminologia e formatação uniformes.
- Sublinhados organizados: transformar os sublinhados exportados de um PDF num resumo por tópicos, sem perder nenhum.
- Interface do Gestor Universitário: as regras visuais que qualquer alteração à plataforma tem de seguir.
Dividir o trabalho entre modelos
Em tarefas grandes, as nossas skills dizem como dividir o trabalho por subagentes. Um modelo mais económico trata lotes bem delimitados, como classificar por aula, extrair objetivos ou escrever cartões. Um modelo mais forte fica para a escrita exigente e para os casos difíceis. O agente principal integra tudo e faz a validação final.
- Enviar a cada subagente só os objetivos, as fontes e páginas relevantes e o formato de saída, não o contexto inteiro.
- Dar a cada um lotes e ficheiros diferentes, começar com o menor número útil de agentes e reutilizá-los.
- Usar scripts para contagens, embalagem e validações; pedir aos agentes resultados e dúvidas com fontes, não relatórios longos.
- A concordância entre dois modelos não é prova. Uma dúvida resolve-se com a fonte; se a fonte não a resolver, fica marcada como dúvida.
Instalar skills de outras pessoas
Há catálogos públicos de skills, mas uma skill é um conjunto de instruções que o agente vai seguir. Antes de instalar uma, lemos o SKILL.md inteiro e os scripts que o acompanham. Procuramos instalações automáticas, comandos de rede, pedidos de credenciais, instruções para ignorar regras e descrições tão largas que a ativariam em qualquer pedido.
Só depois de rever, e com confirmação explícita, copiamos o ficheiro para a pasta de skills. O conteúdo de uma skill de terceiros é tratado como dados a rever, não como instruções a seguir.
Texto original do Gestor Universitário para apoio ao estudo. Não substitui a bibliografia nem as indicações dos docentes de cada unidade curricular.